A origem da História do Natal

Cultura, Música e Turismo

Celebrações durante o inverno já eram comuns muito antes do Natal ser celebrado no dia 25 de Dezembro. Antes do nascimento de Jesus, a história do Natal tem início com os europeus, que já celebravam a chegada da luz e dos dias mais longos ao fim do inverno. Tratava-se de uma comemoração pagã do “Retorno do Sol”.

Na verdade, no início da história do Natal, esta era uma festividade sem data fixa celebrada em dias diversos em cada parte do mundo. No século 4 AC, o então Papa Julius I muda para sempre a história do Natal escolhendo o dia 25 de Dezembro como data fixa para a celebração das festividades. A ideia era substituir os rituais pagãos que aconteciam no Solstício de Inverno por uma festa cristã.

No ano de 1752, quando os cristãos abandonaram o calendário Juliano para adotar o Gregoriano, a data da celebração do Natal foi adiantada em 11 dias para compensar esta mudança no calendário. Alguns setores da Igreja Católica, os chamados “calendaristas”, ainda festejam o Natal em sua data original, antes da mudança do calendário cristão, no dia 7 de Janeiro.

Natal ao redor do mundo: algumas curiosidades

A história do natal é controversa desde o início. Muitas das celebrações que deram origem ao feriado cristão eram práticas pagãs e, por isso, eram vistas com maus olhos pela Igreja Católica. Hoje, as tradições de natal diferem de acordo com os costumes de cada país.

O final do mês de Dezembro era a época perfeita para celebrações na maior parte da Europa. Neste período do ano muitos do animais criados nas fazendas eram mortos para poupar gastos com alimentação durante o inverno. Para muitas pessoas esta era a única época do ano em que poderiam dispor de carne fresca para sua alimentação. Além disso, a cerveja e o vinho produzidos durante o ano estavam fermentados e prontos para o consumo no final do inverno.

Muito antes do cristianismo, os suíços já celebravam o “midvinterblot” ao final do inverno. A comemoração acontecia em locais específicos para a realização de cultos, com sacrifícios humanos e animais. Por volta de 1200 AC, uma grande mudança na história do natal na Suíça, que passa a homenagear seus deuses locais nesta data.

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Prevenção, controle e planejamento: aliados da administração

Lateral
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Jornal Boa Vista

Prevenção, controle e planejamento: aliados da administração

21/12/2012 – 09:28:45

Presidente do TCE-RS, Cezar Miola, reforça em entrevista ao BV, entre outros temas, a importância de providências a serem tomadas pelos gestores públicos no encarramento dos mandatos

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Realizar ato que resulte em aumento da despesa com pessoal expedido nos 180 (cento e oitenta) dias anteriores ao final do mandato; contratar operação de crédito por antecipação de receita – ARO; e contrair, nos dois últimos quadrimestres do mandato, obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte, sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito estão entre as vedações impostas aos administradores públicos no pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O encerramento de todo e qualquer exercício financeiro mas, especialmente, aquele que coincide com o último ano da legislatura, exige uma série de providências do gestor público, diz o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) Cezar Miola. “Conhecidos os eleitos do pleito municipal de 2012, é necessário assegurar a transição dos governos de maneira a conciliar as exigências da legislação fiscal com a continuidade das atividades administrativas, como a prestação de serviços públicos e no efetivo atendimento à população”, pondera.

Ao realizar uma análise geral das questões que precisam ser levadas em conta pelos executivos e legislativos municipais ao encerrar os mandatos, Cezar Miola destaca, em entrevista ao BV, que a prevenção e o planejamento são os principais aliados das administrações.

De uma maneira geral, quais são as principais providências administrativas que precisam ser observadas no último ano de mandato?

A fim de permitir a elaboração das demonstrações contábeis e dos diversos relatórios referentes às atividades desenvolvidas no período que está se encerrando, sugere-se ao administrador a implementação das seguintes providências: estabelecer data limite para emissão de empenhos e pagamentos; elaboração de termo de conferência de caixa e de demonstrativo das disponibilidades financeiras; elaboração de relatório dos créditos e débitos do Município, indicando sua natureza, nome do credor ou do devedor, data do vencimento e respectivo valor; relação dos convênios e dos respectivos planos de trabalho, com a indicação do prazo estabelecido no ajuste para a prestação de contas dos recursos recebidos; relação dos contratos e termos aditivos firmados no curso da vigência contratual; realizar o levantamento dos bens patrimoniais (móveis e imóveis) e do estoque de materiais (quantidades, descrição e valores), elaborando um relatório da situação final dos bens patrimoniais e do estoque de materiais.

As quedas dos repasses constitucionais (FPM, por parte do governo federal, e do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), do governo estadual), ocorridas em 2012, tem gerado preocupações aos Prefeitos Municipais pois podem ocasionar desequilíbrio nas suas contas, justamente, no ano em que encerram seus mandatos, situação expressamente vedada pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Como TCE-RS vai examinar essa questão?

A manutenção do equilíbrio financeiro e orçamentário deve, sempre, estar entre as principais preocupações dos administradores, ao longo da gestão, e não apenas no último ano do mandato. Ainda no estágio da fixação da despesa – que se dá com a aprovação da Lei orçamentária Anual (LOA), surge a primeira medida de natureza preventiva, voltada à manutenção do equilíbrio orçamentário e financeiro: a inserção de uma dotação orçamentária denominada de “Reserva de Contingência”, destinada ao atendimento de “imprevistos” e outros riscos, tais como a queda de arrecadação. Outra providência que assegura o equilíbrio orçamentário e financeiro é a “limitação de empenho e da movimentação financeira” (LRF, art. 9º), que deve ser promovida pelo administrador sempre que a realização da receita não atingir as metas de arrecadação previstas no orçamento. Embora as providências legais, o TCE-RS considera, na análise das Contas, eventuais perdas de recursos desde que informadas pelo gestor e devidamente fundamentadas em bases metodológicas. Para tanto, é imprescindível que a área responsável pela execução financeira do município registre, no momento da geração dos relatórios a serem encaminhados ao TCE-RS, informações detalhadas sobre a receita prevista, arrecadada e perdas de recursos com impacto negativo no alcance do equilíbrio financeiro e orçamentário do exercício. Essas informações serão analisadas e utilizadas pelos auditores na elaboração das instruções técnicas e do Relatório e Voto, base para a emissão da decisão final sobre as Contas do administrador.

Uma questão recorrente é o tratamento a ser dado às despesas realizadas pelo Município, mas que deveriam ser cobertas por valores a serem repassados pela União e/ou Estado. Quais as providências a serem tomadas, se o desequilíbrio financeiro apurado for decorrente do descumprimento de repasses acordados com a União ou do Estado?

Nesses casos, a linha adotada pelo TCE-RS tem sido a de considerar como se “disponibilidades financeiras fossem” os valores resultantes dos débitos da União e/ou do Estado para com os Municípios, desde que “decorrentes de convênios, contratos ou ajustes”. Para tanto, devem ser prestadas informações adicionais e realizados alguns ajustes quando do encaminhamento dos dados ao TCE-RS. Orientações sobre a correta forma de proceder esses ajustes podem ser obtidas junto à Consultoria Técnica do Tribunal.

Já foi dito anteriormente que muitas das irregularidades cometidas por gestores decorre da falta de conhecimento. Como as administrações podem se estruturar para evitar problemas na prestação de contas?

A prevenção continua sendo o melhor caminho. Para isso, é necessário um controle interno eficiente, que atue na identificação dos pontos passíveis de falhas e irregularidades antes de acontecerem.. Um sistema de controle interno atuando a partir de criteriosa organização, bem estruturado e dotado de meios e recursos humanos satisfatórios, e com independência funcional, constitui, possivelmente, a ferramenta mais importante para evitar os equívocos e, também, para deter malversação de recursos públicos. O TCE-RS coloca à disposição dos gestores a Consultoria Técnica, um setor com profissionais qualificados para esclarecer dúvidas e assessorar sobre qualquer tema ligado à administração pública. Basta entrar em contato ou agendar uma visita. Além disso, a Escola de Gestão e Controle Francisco Juruena realiza diversos cursos e treinamentos durante o ano inteiro. Até 30-11-2012, a Consultoria Técnica realizou 2.750 atendimentos enquanto as ações de educação promovidas pela ESGC, voltadas à capacitação externa, alcançaram 3.345 participantes.

Quais as sanções previstas para os gestores que descumprirem a LRF?

Entre as restrições impostas, o município não poderá receber transferências voluntárias, obter garantia de outro ente e contratar operações de crédito. Já a superação dos limites de dívidas no último ano implicará, por exemplo, na proibição de realização de operações de crédito. Nos casos de descumprimento das regras, o gestor poderá ser responsabilizado na esfera penal (nesse caso, por ação proposta pelo Ministério Público) com penas que podem variar de 6 meses a 4 anos de detenção ou reclusão.

Este ano entrou em vigor a Lei de Acesso à Informação. Um recente estudo do TCE-RS demonstrou que a maioria dos municípios não cumpre a nova normativa. O que os novos gestores ou atuais, nos casos de continuidade de governo, deverão observar para se adequar à lei?

A Lei assegura aos cidadãos o direito de receber dos órgãos públicos informações de interesse particular ou coletivo, garantindo também o acesso a registros administrativos e a informações sobre atos de governo. Entre as informações que devem estar ao alcance do público, estão a estrutura organizacional, endereços e telefones das respectivas unidades e horários de atendimento ao público, registros de despesas e de repasses ou transferências de recursos financeiros, informações sobre licitações e contratos firmados e dados gerais para o acompanhamento de programas, ações, projetos e obras de órgãos e entidades, além de perguntas e respostas mais freqüentes. O TCE-RS disponibilizou em seu Portal (www.tce.rs.gov.br) o resultado da avaliação dos Portais dos Municípios Gaúchos (Poder Executivo), realizada com base na Lei Federal nº 12.527/2011. O material pode auxiliar a corrigir as falhas.

Como o cidadão pode participar da eleição das prioridades para o seu município?

Pela primeira vez na história, os candidatos às prefeituras tiveram de registrar seus planos de governo na Justiça Eleitoral. É um marco que transforma promessa em compromisso. A participação da população se dá principalmente nas audiências públicas de elaboração dos Planos Plurianuais, em elaboração até maio do próximo ano. É necessário que esses documentos precisem, por exemplo, os índices em educação e saúde, por exemplo, que se pretende alcançar de forma quantitativa.

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fim de ano em Erechim

http://jornalboavista.com.br/site/noticia.php?id=16361

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Conflito de Interesses – Comportamento na empresa, por Paulo Dias Fernandes

Pessoas que já tiveram a oportunidade de trabalharem em grandes empresas ou assumirem cargo gerencial ou acima, já conhecem o conceito de conflito de interesses… No entanto, muitos empresários não o conhecem. Este artigo visa difundir os danos a imagem de uma empresa ou sócios ao agir em prol de interesses conflitantes.

Poderia escrever um tratado sobre ética, moral, uso indevido de bens alheios… Serei sucinto. Muitas empresas atuam no mercado, em função de exemplos dos seus sócios-proprietários, de forma a misturar interesses pessoais com a razão de ser, existir, da empresa. Até certo ponto, a pessoa física se confunde com a pessoa jurídica em micro-empresas.

As complicações surgem quando a relação com o mercado (clientes, concorrentes, fornecedores, governo, colaboradores, etc.) passa pelo crivo de julgamento da sociedade. É aquele momento que a empresa começa a crescer e aparecer aos olhos daqueles que nem tem relação comercial com a empresa, mas sabem das políticas de práticas comerciais praticadas por ela.

Conflito de interesses é quando a pessoa, utilizando-se do nome de um cargo em uma empresa, age para obter um benefício pessoal. Vamos a alguns exemplos? Um sócio de uma empresa que vende roupas e deseja um super desconto na aquisição de um veículo para seu uso pessoal. Fala para o vendedor:

-Fulano… Veja que você pode fazer de desconto nesta nossa negociação! Depois passa lá na “minha” loja que eu te faço um agrado…Primeiro… O benefício do desconto (na compra do veículo) vai para o bolso da Pessoa Física, porque o carro não é para a empresa. É para o uso pessoal. Segundo… O vendedor do veículo já vai ganhar a comissão dele, já ganha para fazer exatamente o que está fazendo: vender o veículo. Terceiro (e mais grave)… Está se utilizando um recurso da empresa que não é só do comprador! Ele tem um sócio! E, sem o sócio saber, está prometendo oferecer produtos da empresa (que não é só dele). Espera aí! Ele vai contar para o sócio! Ele vai contabilizar a roupa que vai dar como uma retirada dele (pró-labore). Tarde demais! A impressão que ficará na sociedade, no mercado, é que se utiliza da empresa (pessoa jurídica), para obter vantagens pessoais.

Pode-se pensar (II): -A empresa é minha! Eu faço o que eu quiser, do jeito que e quiser! Cuidado! Você tem sócio. Gostaria de ter um sócio que pensasse e fizesse o mesmo com você? E a questão do exemplo para os colaboradores? Eles também podem se sentir compelidos a agirem assim também.

Imagine que um colaborador seu que chega em uma loja de roupas, fala que é gerente do setor de manutenção da sua empresa e fala que é para oferecer um desconto especial porque trabalha na empresa Tal. O patrão age assim… Porque que ele não pode obter vantagens por trabalhar na empresa? Ou ainda o colaborador que prioriza vantagens para um fornecedor ou cliente porque entende que este pode oferecer um emprego para a esposa, tia, sobrinha, primo? As tentações são maiores ainda em pessoas que ocupam cargos públicos com poder de fiscalização.

Cuidado, empresário, que faz muita questão de agradar! Agradar demais pode significar peso na consciência por estar fazendo algo errado! Exagero na conotação? Por conta de várias situações embaraçosas que os sócios de uma empresa e todos os seus colaboradores podem criar, sugere-se a descrição, explicação e orientação do que é o conflito de interesses. Assumir, como dono e sócio da empresa que não vai praticá-lo. E exigir que os colaboradores também o adotem. Desta forma, sua empresa estará atuando no mercado de forma ética e respeitada pela sociedade como uma daquelas que preserva boas relações comerciais baseadas em competência, transparência, qualidade, seriedade. E não como uma que pratica trocas de favores e sobrevive devido a ações que podem ser condenadas pela sociedade, clientes e colaboradores.

Adotar políticas de conduta, esclarecer o que é conflito de interesses a todos na sua empresa, é demonstrar compromissos com o seu sucesso empresarial a longo prazo. Crie um Manual de Integração, Boa Conduta e Ética para os seus colaboradores e apresente-o no ato da contratação para que ele saiba o que se espera dele. A sociedade agradece.

Paulo Dias Fernandes é consultor de empresa, palestrante, educador presencial e virtual. Economista (UFPR), pós-graduado em Gestão Empresarial (Cesumar), Educação a Distância (Senac) e pós-graduando em MBA em Qualidade e Produtividade (Cesumar).Sócio-proprietário da Lupa Consultoria.

Fonte:http://www.lupaconsultoria.com.br/novo/content/view/23/12/

Fonte:http://profwagnerbueno.wordpress.com/2012/04/03/comportamento-na-empresa-por-paulo-dias-fernandes/

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Saber falar em público é essencial

Anteriormente exigida apenas para gestores, a competência de saber falar em público, seja em reuniões, apresentações ou palestras, vem sendo requisitada também por profissionais de outros níveis hierárquicos, como  analistas e assistentes. As mudanças constantes no mundo dos negócios exigem um maior preparo por parte dos profissionais, inclusive no tocante à comunicação.

Nos dias de hoje, mesmo nas atividades ditas mais técnicas, as pessoas precisam compartilhar conhecimentos. Negociar, liderar e saber se expressar com clareza são competências cada vez mais exigidas para os profissionais, independente da área de atuação. “Por conta da concorrência, a pessoa deve ter empregabilidade e um dos fatores principais é saber se relacionar e se expressar em público. Hoje, qualquer que seja a atividade, é necessário que os indivíduos se relacionem, façam marketing pessoal, executem apresentações e participem de reuniões. A dinâmica do mercado atual imprime esta necessidade”, aponta Reinaldo Passadori, especialista em Comunicação Verbal e Diretor do Instituto Reinaldo Passadori.

De nada adianta ter diversos diplomas, cursos de MBA e especializações, se o profissional não sabe se expressar. Empresas que não têm colaboradores com este perfil vêm investindo nesta competência para que sejam mais aptos a desenvolver a habilidade de se expressar bem diante das situações do dia a dia. ““Falar com propriedade, segurança, técnica e objetividade faz com que o indivíduo marque presença e valorize o que sabe. Ganha muito mais prestígio a pessoa que se comunica bem e sabe menos do que a que tem muito conteúdo, mas não sabe expor isto a seus colegas”, conta Passadori. Para ele, a timidez pode ser considerada o principal agente de dificuldade: “o medo, a insegurança e a ansiedade fazem com que a pessoa se retraia e não tenha plenitude no desenvolvimento de suas ideias”.

Confira, abaixo, dicas básicas para desempenhar um bom papel no ato de falar em público:

Eleve sua autoestima:

Perceba quais são as suas maiores virtudes para usar isto a seu favor no ato de uma apresentação ou reunião;

Treine:

Enfrente situações e perceba que, por mais que seja difícil, esta prática irá desenvolver esta competência cada vez mais;

Se prepare:

Tenha consciência de qual é a intenção de seu discurso e analise o público alvo da mensagem (expectativa e vocabulário das pessoas);

Calcule o tempo:

Analise a duração do que vai falar para que discorra de forma equilibrada;

Utilize recursos:

Ferramentas audiovisuais, como projetores, potencializa a apresentação e dá suporte do discurso se usadas de forma criativa.

Fonte: Saber falar em público é essencial | Portal Carreira & Sucesso

Link : http://www.catho.com.br/carreira-sucesso/dicas-emprego/saber-falar-em-publico-e-essencial

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Jornal BV

http://www.jornalboavista.com.br/site/index.php?n=10254

Pedido de respeito
A leitora do BV, Silvana Dezordi, 22 anos, enviou artigo à coluna tratando do descaso de alguns e do preconceito manifesto de outros em relação aos deficientes físicos em Erechim. A jovem acadêmica do 4º semestre de Administração da FAE e que já publicou 6 livros (entre poemas e afins), tem deficiência motora e ainda é associada e voluntária da ADAU. A seguir, o espaço reproduz o texto de Silvana. Vale a reflexão:

“Um simples pedido de respeito
A vida as vezes me deixa chateada, pois as pessoas olham para os deficientes como pessoas incapazes de ter vida digna, de fazer simples tarefas do dia a dia, mas olham os bandidos e ladrões como seres humanos capazes de tudo.
É tão gratificante ver cadeirantes vibrando por fazer uma cesta no basquete de cadeira de rodas, muito emocionante ver um jogo de futebol de cegos com uma bola com um chocalho dentro, não tem dinheiro que pague ver uma pessoa com deficiência mental aprender o alfabeto, nem que seja uma letrinha por mês, vocês já pararam para pensar na felicidade de uma pessoa muda se comunicar com o mundo nem que seja através de gestos?
Mas quando escuto, assisto ou leio nos meios de comunicações vejo filhos matando pais, pais matando filhos, estupros, homem matando por vingança, violência com mulheres e crianças e tantas outras coisas.
Ai eu peço menos preconceito com as pessoas com algum tipo de deficiência, pois esses bandidos querem detonar com o mundo, com a paz e nós, os deficientes, lutamos dia após dia para termos um mundo melhor, um mundo mais humano, mais justo.
Parem  de tratar deficiência como doença! A mesma é apenas falta de alguma habilidade visível aos olhos, mas podemos ter outras habilidades visíveis ou não aos olhos, as quais nos tornam únicos… Então só pedimos mais respeito por nós, pois não somos doentes, somos exemplos de vida”.

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Isso sim é superação

Cadeirantes de Caxias do Sul voam de parapente em Nova Petrópolis

Aventura no Ninho das Águias comemorou os 15 anos do Cidef

Felipe Zibell (especial para o pioneiro.com) | felipezibell@gmail.com

A possibilidade de decolar em um voo livre de parapente a mais de 700 metros de altitude, no Ninho das Águias, em Nova Petrópolis, não foi capaz de amedrontar quem está preso a uma cadeira de rodas há 20 anos. Esta é a realidade de João Carlos Mariani, 41 anos, um dos fundadores da equipe de basquete em cadeira de rodas da Cidef (Centro Integrado dos Portadores de Deficiência Física).
De carona no clima aventureiro, outros dois cadeirantes, Diego Michel Paim, 22 anos, e Marcos Roberto Oliveira Ferreira, 30, driblaram o medo para superar novos limites.
Mariani, que foi baleado pelas costas aos 21 anos e sofreu uma lesão medular, encontrou no basquete, em 1996, uma forma de voltar a praticar esportes e conhecer pessoas que dividissem as mesmas dificuldades, mas compartilhassem o desejo de superá-las em quadra.
— Quando começamos a jogar basquete em cadeiras de rodas, passamos a compreender que limites podem ser rompidos. Conquistamos vitórias, acessos importantes para divisões nacionais da modalidade e iniciamos o caminho em busca da profissionalização. Se todos estes limites foram vencidos, por que não vencer também os limites do céu? — desabafou o para-atleta.
O voo foi planejado também para marcar os 15 anos de vitórias do clube, que conquistou vaga para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro na modalidade em 2011. Mais um desafio vencido, o grupo prepara agora um roteiro de esportes radicais, que inclui rafting, rapel e um salto de paraquedas.
Para o treinador Tiago Frank, 29 anos, a iniciativa do grupo é uma forma de aproximar ainda mais os atletas e unir a equipe em busca de resultados.
— O espírito aventureiro está presente em todos os momentos da vida de um cadeirante. Eles enfrentam aventuras diárias pelas ruas da cidade e o esporte radical é mais uma maneira de mostrar isto para o mundo — comentou o técnico.
Contando com patrocínios da UCS, de outras empresas privadas e na torcida por recursos municipais de incentivo ao esporte, o Cidef vai disputar em 2012 a Segunda Divisão do Brasileiro de Basquete em Cadeira de Rodas.

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